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“Relatório!”

Eureka olhou pra cima tirando as mãs do teclado. Havia muito tempo que ela não ouvia Sifer falar desse jeito. E sua amiga estava vestindo a sua roupa justa verde e luvas. Hum. Isso significa problema. Ela verificou o medidor acima da porta. Nenhum sinal de atividade elétrica suspeita. Por que Sifer estava usando usando seu equipamento de proteção?

“Você estava certa!” SKYGirl andou e acenou suas mãos em direção a parede. Uma imagem escura clareou gradualmente e as quatro meninas olharam desanimadas. “Eu voei até aqui assim que eu recebi sua mensagem, Sifer. As árvores estão morrendo. Não tenho idéia do porque. Eu não consegui ver nenhuma vida selvagem por perto.”

“Aonde está a Kat-girl?” esbravejou Sifer. 

Eureka voltou para seu teclado. Ela sabia que Sifer estava de mal humor. Toda vez que algo assim acontecia, elas suspeitavam que Genotex estava por trás disso. A sinistra organização tinham roubado Eureka e Sifer de sua família junto com outras vinte crianças. O seu objetivo era ter sob seu controle um exército de gênios.

Uma de suas tentativas de transformar as crianças em soldados sem mente deu muito errado. Os cientistas os abandonaram e eles sumiram. Eureka tinha sido deixado com uma incrível capacidade de entender e corrigir coisas mecânica, enquanto Sipher poderia descifrar códigos com uma velocidade incrível. Eureka passou a maior parte do seu tempo tentando encontrar as coisas crianças de Genotex mas por enquanto ela só encontrou Sifer. Ela só esperava que as outras crianças tivessem encontrado uma maneira de usar seus poderes para ajudar.

“Kat-girl está lá neste momento, procurando por qualquer animal que possa ter sobrevivido.” Femfighter começou a andar pela sala, batendo suas luvas de boxe uma na outra. “Está na hora de ir, bater muito nesses caras.”

SKYGirl sorriu e tirou o fone de ouvido vermelho de sua amiga. “Devagar Femfighter.”

Femfighter franziu para ela e colocou seu fone de volta, ela dançava de um lado para o outro se preparando para a luta.

Eureka sentiu um pouco de inveja das outras meninas que ganharam seus poderes de maneira menos sinistra. Femfighter sobreviveu um super relâmpago e quando acordou descobriu que ela podia bater em qualquer um, mas ela precisava se manter carregada. Tirando seus fones de ouvido ou escutando músicas calmas iriam a enfraquecer rápido.

SKYGirl tinha sido jogada para fora de um avião após ter inalado uma substância tóxica. Ela disse que estava sonhando ser um pássaro, um lindo papagaio eclectus, que sobrevoava a floresta tropical, quando o incidente aconteceu. A maioria dos passageiros que inalaram a substância enquanto dormiam desapareceram quando perceberam que seu sonhos (ou pesadelo) estavam se tornando realidade. Eureka tentava descobrir onde eles estavam e o que estavam fazendo.

E a Kat-girl! Eureka estremeceu. Ninguém intendia como uma menina tão pequena podia ter sobrevivido a um ataque de leopardo. Ela ficou com uma estranha cicatriz no rosto e aparentemente não falou nenhuma palavra por várias semanas. Então ela descobriu que podia entender os animais e passar para eles o que ela queria. E sua visão, olfato e audição se tornaram super sensíveis.

Várias informações passaram pela tela do computador de Eureka. “Astar Mining tinha um bom histórico pelo que posso ver.” ela franziu as sobrancelhas. “Espera um minuto. Eles mudaram de empresa de eliminação de resíduos de alguns meses atrás. E a mesma empresa está cuidando do seu sistema de segurança também.”

“Ligue para Kat-girl! Diga que estaremos com ela em alguns minutos.” Sifer parecia estar um pouco mais calma. “Se você puder olhe a fonte de alimentação de energia deles, Eureka, eu vou hackear o sistema de segurança da empresa.”

SKYGirl pegou Femfighter pelos braços. “Me ajude a preparar o jatinho.”

Vinte minutos mais tarde eles sobrevoavam a floresta tropical. Dava pra ver Kat-girl claramente com o sua roupa laranja colada. Ela acenava freneticamente, apontando para o horizonte ocidental. Vários quadricíclos estavam indo em sua direção.

Kat-girl pulou pra dentro do jatinho e eles voaram para fora do alcance deles. “Você estava certa SKYgirl.” Ela estava ofegante. “Os animais estão fugindo em massa.” Ela estava assustada. “Os passáros também.”

“E os insetos?” Perguntou Sifer. “Se é contaminação deliberada, eles seriam os primeiros a saber.”

“Você sabe que eu não confio em insetos,” respondeu Kat-girl. “Mas alguns passáros notaram o que estava acontecendo. E uma pequena rã de árvore…” Ela estava com cara que iria chorar a qualquer momento. “Ela disse que uma das aranhas que ela comeu estava com gosto estranho.”

“Você descobriu como podemos entrar lá?” Sifer perguntou a Eureka.

Eureka mexia seu dedos rapidamente em uma pequena tela. “Estou quase lá. Eu estou passando as coordenadas para o jatinho. Estamos só a uns minutos de distância.” Ela olhou para as quatro meninas. “Melhor nos prepararmos. Tem guardas para todos os lados.”

Um grande parede concreto era o único sinal da instalação de segurança. Femfighter abriu a porta de trás e pulou pra fora do jatinho antes que alguém pudesse a impedir. Ela deu um grito e a parede de concreto afundou e ela sumiu do campo de visão de todos.

SKYGirl correu em direção a porta e a seguiu.

“Droga!” Gritou Eureka que ainda estava trabalhando no seu computador. “Este lugar está cheio de armadilhas.” Seus dedos rolavam na tela. “Quanto mais rápido eu conseguir desarmá-las mais rápido consigo trazê-las de volta.”

“Vamos!”

Kat-Girl olhou para abertura abaixo. Ela estreitou os olhos e suas pupilas assumiu uma tonalidade alaranjada assustadora. “Eu consigo vê-las no fundo. Elas estão bem.”

As três meninas desceram pelo tubo escuro e se juntaram as outras. O tubo se conectava com uma passagem ingrime. Elas conseguiam escutar distantes barulhos estranhos e vozes abafadas.

Femfighter estava na frente. Quando elas chegaram na primeira porta, ela mirou e deu um soco no painel de controle.

Kat-girl pegou a grande luva vermelha. “Não! Você irá acionar o alarme.”

Ela se afastou e Sifer começou a trabalho usando o teclado. Alguns minutos depois a porta se abriu. Sifer sorriu. “Essa foi fácil!”

Ela parou de sorrir quando elas chegaram no próximo obstáculo. “Eu não posso encostar nessa,” disse ela. “É uma armadilha.”

Eureka deu um passo para frente e pressionou sua orelha contra a porta. Ela ficou em silêncio por um tempo. Então ela deslizou seus dedos pela porta, passou pela fechadura de metal. Seus olhos estavam fechado e parecia que ela estava sussurando para si mesma. As luzes do painel se apagaram e a porta se abriu.

A grande sala continha varias mesas e painéis de controle mas não havia ninguém os controlando. Haviam seis passagens a esquerda e a direita. Os estranhos barulhos agora pareciam mais próximos. 

Femfighter correu ao redor da sala. “Para qual lado?” disse ela em frustração. Ela estava completamente carregada e precisava bater em algo.

“Shiu!” respondeu Kat-girl. Quando todo mundo se calou, ela fechou os olhos. SKYgirl pensou que sua amiga parecia como um pequeno pássario, sua cabeça inclinada para um lado, suas feições delicadas congeladas em concentração.

“Por aqui!” Kat-girl correu para esquerda e então saiu da frente para que Femfighter pudesse mostrar o caminho.

Os sons aumentavam conforme elas andavam pelo corredor. 

“Ai ya!” Femfighter gritou e empurrou Kat-girl para trás. A frente havia uma vasta câmara. Uma dúzia de individuos em sobretudos cinzas e capacetes andavam pela sala até chegarem aos cilindros que estavam ali. As meninas podia ver claramente que um líquido marrom escuro estava sendo bombeado para baixo da superfície.

“Nada bom!” Disse Kat-girl. “Eles estão contaminando o lençol freático.”

“Não posso acreditar que Astar faria isso,” disse Eureka sem acreditar no que via.

“Eles provavelmente não perceberam o que está acontecendo. É provável que eles só viram a parte boa da empresa.” Sifer olhou a sua volta. “Então, qual é o plano?”

Alguns minutos depois, um pequeno e colorido papagaio apareceu na sala. Um dos trabalhadores gritou mas o passáro sumiu do seu alcance, voando mais alto.

“Espero que ela lembre o que precisa fazer,” Eureka sussurrou e em seguida deu um grito assustado quando tiros foram disparados.

“Eles estão atirando nela!” Femfighter gritou e deu um pulo pra frente. Ela derrubou os três indivíduos com um só soco e quebrou o painel de controle próximo. O fluxo do líquido que estava no cilindro começou a diminuir e depois parou.

Sifer deu um grito assustada. “Ela vai fazer com que a gente morra!”

Kat-girl se encostou na parede e fechou os olhos. Sifer e Eureka se olharam desesperadas e correram para ajudar a amiga.

Femfighter estava girando ao redor da sala como um pião. Indivíduos de cinza e vidro quebrado cobriam o chão. Mas cada vez mais indivíduos apareciam. Eureka e Sifer olharam sem esperança enquanto seu amiga foi derrotada, ainda dando socos selvagens em todas as direções.
Em seguida elas escutaram um zumbido muito alto. Olharam para cima e se esconderam de volta no corredor. SKYgirl tinha conseguido abrir o telhado e um bando de pássaros encheram a câmara.

E eles continuavam entrando, falcões, papagaios e gaviões. E atrás deles, mais um bando de pássaros menores, até que a câmara estava coberta com suas asas.

Kat-girl ainda estava em silêncio, seu rosto estava tenso em concentração. Quando os gritos diminuiram, ela abriu os olhos e entrou na câmara. Ela olhou pra cima e viu os pássaros circulando e como se tivessem apenas uma mente, eles voaram para fora de maneira organizada.

Apenas um pássaro ficou. Um papagaio verde e vermelho, voando em direção ao chão e então voltando a forma familiar de SKYgirl.

Kat-girl deu um abraço apertado nela.

Eureka estava ocupada examinando as bombas, enquanto Sifer digitava rapidamente no painel de controle. A sala estava estranhamente quieta agora.

“Aonde está Femfighter?” Perguntou SKYgirl.

Eles escutaram alguém sussurando com raiva e Femfighter emergiu de baixo de um dos cilindros. Ela cambaleou, pegou seu fone e cobriu suas orelhas. 

Um dos indivíduos se mexeu mas Femfighter bateu nele que fez com que seu capacete fizesse barulho e ele voltou para o chão. Ela começou a dançar com um feroz olhar no seu resto. “Venham suas fraquinhas, eu ainda não terminei!” gritou ela.

Kat-girl começou a rir e as outras também. Elas se agruparam em volta de Femfighter e deram um abraço coletivo.

Eureka se afastou. “Sifer, você consegue hackear o sistema de comunicação deles? perguntou. “Acho que é hora de contar para Astar o que realmente está acontecendo aqui.”

Uma hora depois eles estava de volta ao seu esconderijo. Femfighter estava esticada no sofá enquanto Kat-girl cuidava dos seus cortes e hematomas.

“Essa foi por pouco,” disse Sifer enquanto olhada para o rosto de suas amigas com vários machucados.


“Você acha que Genotex estava envolvido nisso?” Perguntou Eureka com um baixo tom de voz.
Sifer encolheu os ombros. “Nós vamos ter que continuar procurando,” respondeu.

“E nós precisamos encontrar os outros passageiros também,” acrescentou SKYgirl.

“Vocês já ouviram falar sobre esse novo Movimento Meninas Tech?” Pergutou Eureka.

Sifer acenou sim com a cabeça. “Eu fico pensando sobre esse movimento. Coisas estranhas tem acontecido na rede.”

SKYgirl olhou ao seu redor. “Não podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo. Talvez seja a hora de procurarmos ajuda.”